segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ferroviário: uma paixão que ultrapassa gerações.



Trem cruzando a ponte sobre o Rio Congonhas - Km 58 da linha tronco - Limite intermunicipal Tubarão/Jaguaruna.

A vida se anuncia nas linhas do destino de uma grande jornada. E a minha na Ferrovia Tereza Cristina (FTC) é repleta de emoções. Na rota do trem, sonhos e surpresas de uma história que ultrapassa gerações.

Meu sonho de ser ferroviário, exercendo a função de maquinista vem desde pequeno, pois meu pai era maquinista da Rede Ferroviária Federal e aprendi com ele a amar essa profissão. Nos fundos da casa, onde eu morava, passava a linha férrea e sempre quando eu escutava o apito do trem corria lá para ver e só saia após passar o último vagão da composição.


Tinha o costume de ir até a Estação Tubarão para ver meu pai trabalhando, e também o acompanhava nos Trens Passageiros, quando autorizado. Em cinco de setembro de 2005 esse sonho começou a se tornar realidade. Foi quando entrei na FTC, para trabalhar no almoxarifado. Mas, meu sonho de ser maquinista era ainda mais forte. Então coloquei como meta: um dia serei maquinista. A grande maioria dos meus colegas e amigos chamava-me de louco, “... pô, tu vai sair do almoxarifado trabalhando de segunda a sexta para ir para a tração, trabalhar por escalas, à noite, de madrugada, pegar chuva e sol na ‘cara’?”.


Meu sonho era mais forte e não dei ouvidos aos meus amigos. Em oito de setembro de 2008 fui transferido para o Setor de Tração, para atuar como manobrador, e, após nove meses na função, passei na seleção interna para treinar para maquinista.

E, em cinco de abril de 2010, um dia que para mim será inesquecível, fui promovido á maquinista. No momento em que fui chamado pelo Departamento de Gestão de Pessoas e comunicaram que eu havia sido promovido, fechei os olhos e numa fração de segundos vi um vídeo de toda a minha vida querendo ser maquinista.



Hoje, faz dois anos que realizei meu sonho, e a cada dia que passa me apaixono mais pela minha profissão. Para mim todo o dia que eu embarco num trem a emoção é como se fosse à primeira vez. Sou apaixonado pelo que faço. Não consigo mais imaginar minha vida atuando em outra profissão. Sou grato à FTC, que acreditou no meu potencial e me permitiu fazer parte dessa empresa.

Por: Marcelo Luiz Anselmo, Maquinista da Ferrovia Tereza Cristina S/A.







2 comentários:

  1. Que maravilha de leitura, meu querido.

    Eu também passei a infância perto da linha de trem, tenho uma história com eles.

    Mas a tua... ah, a tua é linda, é rica, é tua vida.
    Amei.

    grata por postar para mim. Abraços.

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  2. Gostei muito da sua cronica. Parabéns. ADORO trem de paixão. Obrigado por compartilhar.

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