domingo, 17 de maio de 2015

O vexame do Trem Húngaro!

Não quero ser sustentador do mundo
Nem o pilar desta sociedade
Só garantir minha sobrevivência
Descer ao fundo desta ansiedade
Subir a tona deste fim de mundo
Buscar um pouco de tranquilidade
Não quero dar o que não poderia
Nem receber o que não deveria
O sinaleiro orientou errado
Errei o trilho e fiquei de lado
Pagar porém um juro assim tão alto
Era uma coisa que eu não merecia
Sou passageiro deste mesmo trem
para um destino tão ignorado
só que o sinaleiro orientou errado
Errei o trilho e fiquei de lado
Pagar porém um juro assim tão alto
Era uma coisa que eu não merecia
Sou passageiro deste mesmo trem
para um destino tão ignorado
Letra da música, Descarrilho de Zé Geraldo.

O trem de alta velocidade é um sonho antigo dos governos brasileiros. Sobre estradas de terra e asfalto, os 500 quilômetros entre as duas maiores cidades do país são perigosos e engarrafados. De avião, o voo de 40 minutos é caro. Por um breve período, no entanto, o sonho se materializou. Folhetos distribuídos aos passageiros que partiram às 17 horas do dia 11 de março de 1974 da Estação da Luz, em São Paulo, garantiam que os vagões da composição húngara da empresa Ganz-Mávag chegariam à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em apenas quatro horas e meia. Alta velocidade sobre trilhos, para os padrões da época.
Aqueles trens haviam sido negociados pelo governo brasileiro em troca de uma de suas moedas correntes desde o Império: café. A linha Rio-São Paulo recebeu seis composições, embarcadas da Europa depois de serem fabricadas na Hungria. A tecnologia foi celebrada na imprensa — desde o desembarque dos vagões no porto do Rio de Janeiro, em 1973, até as viagens inaugurais no ano seguinte, aproveitando a velha estrada de ferro com trechos inaugurados por Dom Pedro 2º. Anúncios publicitários convidavam os cidadãos a deixar de lado os momentos de tensão ao volante em troca de “minutos de relax” a bordo dos Ganz-Mávag. Os carros eram, de fato, seguros e confortáveis, mas se mostraram uma bomba mecânica em poucas viagens. O sistema de tração era fraco para as subidas íngremes, sobretudo entre Japeri e Barra do Piraí, uma serra inclemente aos trens projetados para deslizar nas planícies magiares. As rodas patinavam, os motores esquentavam, e a composição precisava parar no meio do caminho. Apesar de ser fabricado na Hungria, o trem-bala tinha motor alemão, controles suíços e freios italianos — problemas multinacionais na hora de repor peças em um mundo ainda não globalizado. Quatro anos após a inauguração, deixou de circular. Em 1978, os trens foram deslocados para linhas menos exigentes e, anos depois, viraram sucata.
Propaganda utópica da RFFSA promovia a viagem São Paulo - Rio em 4 horas e meia.

Veja o artigo completo em: https://medium.com/bang-bang/a-hist%C3%B3ria-do-trem-bala-brasileiro-f27235ccc4b7

quinta-feira, 30 de abril de 2015

30 de abril dia do Ferroviário!


O Dia do Ferroviário que hoje comemoramos, tem motivos de sobra para nos orgulharmos do passado e ousarmos no presente.


Abandonadas num passado recente, as estradas de ferro subsistiram através da obstinação, do esforço e da dedicação dos ferroviários apaixonados pela ferrovia.





Há 161 anos que o Ferroviário é antes de tudo um Forte.



A atividade ferroviária tem sido fundamental para o desenvolvimento econômico e estrutural de diversas regiões do país e do mundo. Seja no transporte de cargas ou passageiros, as ferrovias têm, até hoje, destaque como forma segura e de melhor custo/benefício em relação a outros modais.

Quando se fala em ferroviários, fala-se de peças importantes na história desse modal. A atividade ferroviária exige comprometimento, aperfeiçoamento e vocação. Mas, quem entra neste setor permanece por um bom tempo e a paixão por ser ferroviário atravessa gerações.



sexta-feira, 24 de abril de 2015

O APITO DO TREM.

Eu ouço na curva
Da estrada do ontem
O silvo pungente
Do trem que passou...
E nem a fumaça 
Se deita nas várzeas
Fazendo rebanhos
Ficou a saudade
Contando dormentes
Boeiros e pontes
Que escondem segredos
E a criança que eu fui
Procura também
A coisa mais linda
Que Deus põs na terra:
O APITO DO TREM... Fragmentos da poesia, O APITO DO TREM de MARIO CARLOS DE BEM OSÓRIO.

Foto do trecho da Ferroeste entre SGU e SHE de Andre Consentino

Nesta postagem relacionamentos 6 vantagens extraídas de uma publicação da canadense Michelle Lalande-Dery, autora do livro La suite des idées (Les Editions Lucange, Québec, Canadá), onde é relata que a via férrea possuí vantagens consideráveis. Algumas estão listadas abaixo:
1# – Numa distância de 1 km, um caminhão consome 13 vezes mais energia que um trem para transportar uma tonelada de frete.
2# – Uma via férrea de um único par de trilhos equivale a uma via expressa de 14 pistas paralelas.
3# – Um comboio de 200 vagões transporta tanto quanto 400 carretas rodoviárias.
4# – Acrescentar um único trem de frete à rede equivale a retirar da circulação até 280 caminhões.
5# – Redução dos níveis de poluição do ar, sobretudo quando o transporte ferroviário for movido a energia elétrica.
6# – No caso de locomotivas movidas a diesel, o reservatório tem capacidade para 15’000 litros. A maior parte dos trens pode percorrer mais de 1600km sem precisar reabastecer.
Fonte: http://viatrolebus.com.br/

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A origem do apito das locomotivas.

Viajando na estrada do interior,
O apito daquele trem me acordou...
Uma estrela lá no céu para mim brilhou,
Indicando o caminho para onde vou...

Fragmentos da música História Linda
de Flávio Venturini


domingo, 16 de novembro de 2014

Ponte São João.


A Ferrovia é uma POESIA!


Obra de arte da engenharia brasileira do Século XIX integra o conjunto de viadutos da ferrovia Paranaguá-Curitiba. A ponte foi projetada no Brasil e construída com aço importado da Bélgica, sendo transportada em pedaços e montada no local pelos trabalhadores da obra.
Possui 112 metros de extensão, divididos em 4 vão, o maior com 70 metros, sendo a ponte mais longa da ferrovia e também a mais alta pois seu vão central está a 55 metros de altura em relação ao fundo da grota do Rio São João.

ALGUMAS NOTAS SOBRE A ESTRADA DE FERRO PARANAGUÁ A CURITYBA:

Encontram-se neste álbum vistas da Ponte São João principal  obra de arte da via ferrea de Curityba a Paranaguá, cujo primeiro trecho, de Paranaguá a Morretes, foi inaugurado em 17 de novembro de 1883.
Entre Morretes e Roça Nova a linha vence a Serra do Mar com 14 túneis e rampa máxima de 3%.
Este trecho constitui o maior attestado da capacidade e arrojo da engenharia brasileira.  A inauguração da linha entre Morretes e Curityba deu-se em 05 de fevereiro de 1885 com a presença do S.M. o Imperador D.Pedro II e S.A a Princesa D Isabel.


...A escolha é nossa... É minha...


Ser cerca... Ou estar sozinha?

Ou ponte... E ter sempre a fronte...

Companhia... Sincero sentimento...

Que à nossa vida...

Só trará acalento.



Sejamos ponte na comunidade...

Ponte em nossa família...

Ponte da fraternidade...

Semeando amor em grande quantia.



Sejamos PONTE...

Derrubemos CERCAS...

Seremos de companheirismo uma fonte...

Para que muita alma não se perca.


Autora: MARILENE MEES PRETTI


Minucias technicas - A Ponte São João tem o comprimento de 110 metros, medindo os vãos da mesma, 12, 16, 70 e 12 metros, respectivamente. 

Vista apanhada de cima do tunel n. 6, estando no meio a Ponte São João.

Photographia tirada do morro do tunel n. 5, destacando-se a "Ponte São João" e diversos trechos da linha.

A Ponte São João tem o comprimento de 110 metros e 55 metros de altura em relação ao fundo da grota do Rio São João.

A entrada da ponte na descida.

A ponte, vista de flanco.

Ponte de São João, Klm. 62,380. Aspecto da Ponte São João, considerado obra prima da sciencia e arte.

Ainda a Ponte São João. - Temeraria concepção technica na ancia humana de vencer abysmos.

Ponte de São João, Klm. 62,380. Outro aspecto da Ponte São João, considerado obra prima da sciencia e arte.

Outra vista da Ponte de São João. - Fim desse formidavel traço de união entre montanhas.

A Ponte de São João, sob o illusorio aspecto de pouca altura, quando está é de 58 metros.

Um trem na Ponte de São João, sobre a qual transitam trens de carga com o pezo de 404,900 kls.

Sobre a ponte, um trem de passageiro, com segurança absoluta, transpõe abysmos.

Vista geral da ponte.

As informações e escritas de cada foto é igual o encontrado no álbum: A ESTRADA DE FERRO CURITIBA-PARANAGUÁ NAS FOTOS DE ARTHUR WISCHRAL de (1929).

Fonte: http://paulodafigaro.blogspot.com.br/


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A Ferrovia é uma POESIA!


A Ferrovia é uma POESIA! BORDÃO do Mestre, Professor e Inspetor Celso Simões!

Trem de minério da MRS em Jeceaba - MG. Foto by Luiz H. Bassetti


O maior trem do mundo 

Carlos Drummond de Andrade 

(nascido em Itabira, MG - 1902-1987)




O maior trem do mundo 
Leva minha terra
Para a Alemanha
Leva minha terra 
Para o Canadá 
Leva minha terra 
Para o Japão

O maior trem do mundo
Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel 
Engatadas geminadas desembestadas 
Leva meu tempo, minha infância, minha vida
Triturada em 163 vagões de minério e destruição 
O maior trem do mundo 
Transporta a coisa mínima do mundo 
Meu coração itabirano 

Lá vai o trem maior do mundo 
Vai serpenteando, vai sumindo 
E um dia, eu sei não voltará 
Pois nem terra nem coração existem mais. 


Publicado em 1984 – Jornal “O Cometa Itabirano”

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

20 de outubro dia do Maquinista!!!

A ferrovia é uma poesia, por isso o dia do Maquinista é no mesmo dia do Poeta!!!

Parabéns a todos os meus companheiros de profissão, seja MRS, ABPF, ALL, VL!, CPTM, VALE, FTC, ECT...!!!! 
Orgulho de levar nas costas uma boa parte da economia desse país....


Hoje é dia de Homens e Mulheres de Ferro!
É dia de Maquinista Ferroviário.
Desejo à todos nós, Saúde, força, coragem, prosperidade, vida longa e muito amor pelo que é ser maquinista ferroviário.

Quem é, sempre será... é amor que contagia, é noites sem dormir, é fim de semana que se quer ter e nem sempre é possível, é vida que corre nas veias, misturado com minério e carga geral... é amor além das montanhas e ao nível do mar, é das meninas guerreiras e corajosas que resolveram mostrar que elas também podem ser, e brilhantemente têm mostrado isso.
Nas grandes composições, pequenas meninas e grandes maquinistas.
É bem bom. Para quem acha que é fácil...se achegue... venha ver!
Abraço à todos, de todas as épocas... do Vapor às de Grandes Tecnologias...
Grandes foram meus mestres nesta arte de conduzir pequenos e gigantescos trens de ferro.

Texto colado do Mestre Marcus Cordeiro e Maquinista Márcio Chagas