terça-feira, 22 de julho de 2014

A HISTÓRIA DAS FERROVIAS ATRAVÉS DOS SELOS!

Publicação comemorativa dos 21 anos (1957 - 1978) da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), em convênio com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

É praticamente um catálogo com legendas indicativos de cada selo — do Brasil e do mundo — com um pequeno texto sobre a história das ferrovias, locomotivas, metrôs etc., em cada uma das 19 páginas dedicadas ao assunto.

 Verdadeira raridade, 10 anos mais tarde o próprio autor acabou ficando sem um exemplar. Por: Benício Guimarães, ECT/RFFSA em  1978
Pena que a Capa não consegui escanear porque estava muito suja!!!









































segunda-feira, 23 de junho de 2014

HQ Nos Trilhos Da GUERRA DO CONTESTADO.

Assassinaram Zé Maria:

O povo se revoltou...

Maria Rosa surgiu:

O movimento liderou...

Manifesto Monarquista:

A Guerra Santa ecoou...               (Fragmentos do Cordel do Contestado de Poeta Paulo Gustavo)







quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ordem e desordem da DITADURA nos trilhos do Brasil.

Aproveitando o momento histórico das discussões que envolvem os 50 anos do Golpe Militar no Brasil, segue postagem especial para as pessoas que sentem saudades do regime militar:
Abraço Maquinista Clodoaldo

O senso comum joga pedras e mais pedras na memória de Juscelino Kubitschek quando se fala de transporte ferroviário.
Desconfio - poderia até afirmar - que muito dessa culpabilização se deva a um esforço dos governos militares de mancharem o nome do ex-presidente. 
Uma investigação breve já é suficiente para se fazer repensar sobre o caso. Os primeiros relatórios da Rede Ferroviária Federal S.A., empresa estatal de economia mista criada durante o governo de Juscelino em 1957, com a razão de unificar administrativamente as estradas de ferro pertencentes à União - falidas, encampadas, devolvidas, de concessões vencidas etc - demonstram que essa empreitada tinha como meta modernizar as ferrovias existentes e, subsequentemente, ampliá-las. Parte desses planos chegaram a ser colocados em execução entre o fim do governo Juscelino e início do governo Jango. 


Movimento no pátio da estação de São João del-Rei.Foto de Herbert Graf.


Erradicações até entravam na pauta, mas de maneira a serem compensadas por novas ligações e interatividade com outros modais (rodovias e hidrovias), para tanto eram realizados levantamentos e estudos.

No entanto, após o golpe de 1964, os planos foram convertidos, e o que teria a razão e justificativa de modernizar e ampliar foi transformado em alvará de desmanche. Os planos de abandono, erradicação e dilapidação da malha ferroviária brasileira tem seus dias mais violentos entre 1964 e 1984, sendo o seu resultado mais violento o Plano Nacional de Desestatização, de 1992 (governo Collor) e o tiro de misericórdia os leilões de privatização de 1996 (governo FHC).


Trem Vera Cruz Foto de   Flávio Francesconi Lage em 1980 Belo Horizonte - MG.

A historiadora Dilma Andrade de Paula não me deixa mentir, segundo ela:

"ao tratar da tecno-burocracia engendrada durante o Regime Militar, analiso, em particular a atuação de Mário Andreazza, o primeiro a ocupar o cargo de Ministro da pasta dos transportes, criada em 1967. A atuação de Andreazza respondia, em primeiro lugar, à consolidação do padrão rodoviário automobilístico. Para isso, havia um estreito relacionamento com os setores privados da construção e do empresariado nacional. E, no campo da legitimação dos programas implantados, havia a constante divulgação das realizações de obras "públicas" nos diversos meios de comunicação."


São João del-Rei, 1983, ferrovia desativada. Foto de Mário Arruda. Acervo de Janaina Arruda.
A ditadura militar matou e destruiu o que pôde, por interesses de poucos. E ainda conseguiu colocar a responsabilidade de muitas de suas ações na conta de outros.

Por Compa Luiz Welber 

http://trilhosdooeste.blogspot.com.br

sábado, 15 de fevereiro de 2014

EFA História para contar aos netos!!!

“Costumava roçar mato numa fazenda de Cosmorama, ali perto da linha, lá pelos anos 1950 e 1960. O trem era o nosso relógio. A estação ficava fora da cidade - ainda fica - eu me lembro que o local tinha uma estaçãozinha e duas casinhas de turma" (Gonçalo, motorista de táxi em São Paulo, nov/99). 



Trem da EFA (1960)

“Na paisagem, só vacas malhadas em preto e branco...”, dizia à cartinha que eu enviava para a prima de Cosmorama, quando as férias chegavam ao fim e de volta em casa a saudade batia. Essa paisagem que restou na lembrança permeava pelas onze horas de viagem no trem da antiga EFA, a Estrada de Ferro Araraquara. Esperava ansiosamente as férias para poder andar nesse trem. Partíamos bem cedinho da Estação da Luz.


 Os bancos giravam e podiam ficar um de frente para o outro e essa era a primeira providência que meu pai tomava então a família podia ficar em convescote durante a viagem toda. Eram bancos enormes que davam até para deitar e dormir. Mas ficar sentada só mesmo quando a canseira batia ou não fazia alguma amizade no banco ao lado. A ordem era perambular por todos os vagões e curtir o lugar mais emocionante de se ficar: a junção entre dois vagões. Ligados por uma “sanfona” flexível fazia o balanço ficar mais intenso, desafiante. Dalí, se podia sentir o vento no rosto e ouvir o paque-páque-pá ritmado nos trilhos, sentir na pele a onda verde do mato ao longo e ao longe, assustar-se na escuridão dentro do túnel. Quesitos fundamentais. 


As vacas e cavalos e os grandes montes de cupim, feito lego, ou quebra-cabeças, eram brinquedos sempre iguais, e sempre diferentes. Incansável olhar o tabuleiro de capim e árvores e açudes. Na hora do almoço, o restaurante! Mágico sentar ali e almoçar olhando pela janela. A comida tinha sabor especial. Fome de novidades. O tempo não para. O tempo parou! As estações ferroviárias, arquiteturas que parecem cenário de filme, me faziam pensar que pessoas não cabiam ali, sempre com seus tijolinhos e telhas luzindo vermelhas, e as plaquinhas com o nome do lugar, lembravam casinhas de bonecas. Crianças gritando e acenando das casas à beira dos trilhos riam e tudo era alegre. Ficava feliz. O trem apitava nalguma curva e o carrinho de refrigerantes e gibis, passava na hora do lanche com aquele seu vendedor uniformizado tão imponente. 


Enfim, chegando à estação da cidade de Cosmorama, onde meus avós viveram e criaram seus dez filhos, a charrete já estava a postos para nos levar até a cidade, percorrendo ainda três quilômetros de terras e cheiros indescritíveis. Essa história é perfeita para eu contar aos meus netos [que venham!] e compete perfeitamente com qualquer conto de fadas. (Ada 19/6/2012) 

Em 1986, a estação já estava abandonada. A estação, ainda longe do centro, fica do outro lado da rodovia Euclides da Cunha. Está em 2009 habitada por uma família que a conserva.

CURIOSIDADES:

HISTORICO DA LINHA: A Estrada de Ferro de Araraquara (EFA) foi fundada em 1896, tendo sido o primeiro trecho aberto ao tráfego em 1898. Em 1912, já com problemas financeiros, a linha-tronco chegou a São José do Rio Preto. Somente em 1933, depois de ter sido estatizada em 1919, a linha foi prolongada até Mirassol, e em 1941 começou a avançar mais rapidamente, chegando a Presidente Vargas em 1952, seu ponto final à beira do rio Paraná. Em 1955, completou-se a ampliação da bitola do tronco para 1,60m, totalmente pronta no início dos anos 60. Em 1971 a empresa foi englobada pela Fepasa. Trens de passageiros, nos últimos anos somente até São José do Rio Preto, circularam até março de 2001, quando foram suprimidos. A estação de Cosmorama", segundo a Folha da Manhã, 24/9/1941 seria aberta em 1943 e há quase três quilômetros a sudoeste da sede do então distrito. Durante a guerra, em 1943, a EFA continuava a avançar sua linha, então ainda métrica: "Tiveram prosseguimento os serviços de prolongamento até Porto Presidente Vargas. A ponta dos trilhos, a 31 de dezembro (de 1943), alcançava Mirassol. 

Por:  (Ada 19/6/2012)
http://coisasdeada.blogspot.com.br/

(Fontes: Antonio Ravagnani; Rodrigo Cabredo; Gonçalo -; Hermes Y. Hinuy; Rafael Correa; IOESP: A Vida Administrativa de São Paulo em 1943, Fernando Costa, 1944; Fepasa: Relatório de Instalações Fixas, 1986; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Ir e vir!!!

O mágico que você vai encontrar lá na frente, que tem a solução pro seu problema, é você mesmo.



A vida é o eterno caminho entre aqui e ali, mas não basta caminhar, seguir em frente de cabeça baixa, olhando para os próprios pés. É essencial saber de onde você vem e pra onde você vai. Com isso, você consegue avaliar melhor a sua situação presente e encontrar as possibilidades de novos caminhos pra chegar aonde você quer.


É bom ter um objetivo, uma ambição, um destino pra definir sua jornada, motivá-la. Mas é importante saber que cada etapa do caminho tem sua importância e é parte fundamental do seu destino, pois não dá pra chegar lá sem passar por aqui.



É por isso que eu sempre aconselho as pessoas a fazerem fanzine. Você vê as revistas prontas e fica com vontade de fazer Quadrinhos, já quer sair contando histórias grandes e ser publicado e ter sua revista na banca. É bom querer isso, mas não é aonde você está, de onde você começa. Esse, se você for persistente, é seu destino.


Você começa com fanzines. Na verdade, antes mesmo de fazer fanzines, você começa desenhando, escrevendo, fazendo coisas soltas porque não agüenta não fazer aquilo. Escreve pequenos contos que terminam em "e foi tudo um sonho", faz vários desenhos do seu personagem preferido, inventa uma turma de amigos, um heróis ou um vilão e toda uma cidade para eles. Não importa como ou o quê, você cria. Este é o início da sua jornada.


Chega um ponto do caminho que você fica com vontade de fazer algo mais concreto, mais objetivo, mais... mostrável. Porque é importante mostrar seu trabalho pras pessoas. Faz parte da experiência completa dos Quadrinhos. Esse é o momento de fazer fanzine, aquele objeto que contém seu trabalho e que você pode mostrar pras pessoas da forma que tem que ser mostrado, página por página. Quando você chegar aqui, vai perceber o valor de todo o caminho que você já percorreu somente criando. Ele te trouxe até aqui e agora você está pronto pra continuar.



Não existem fórmulas e cada um segue seu próprio caminho. Não dá pra seguir outra pessoa, pois mesmo o mesmo caminho pode te levar pra outro lugar. Você precisa saber qual é o seu destino e continuar andando em direção dele. Mesmo que você pare aqui ou ali, se desvie um pouco, tenha em vista aonde você quer chegar, volte pra estrada de tijolos amarelos e continue em frente. 



Mas saiba, desde já, que o mágico que você vai encontrar lá na frente, que tem a solução pro seu problema, é você mesmo.

Por Gabriel Bá

http://10paezinhos.blog.uol.com.br/


domingo, 22 de dezembro de 2013

Oração do Ferroviário.

Postagem Especial de Natal e Final de Ano, do Blog do Maquinista!
"Eu escrevo somente para os que sabem pensar, porque estes saberão distinguir os meus trilhos dos seus." Maquinista Clodoaldo

Que as bênçãos desse Natal nos traga a força de um TREM para conduzir nossos sonhos e que o farol da LOCOMOTIVA 2014 ilumine todos os nossos #Trilhos.



Protegei, Senhor, os homens dos trilhos.
Ajudai para que com as mãos nuas construam raízes de ferro.
 Protegei Senhor, os homens que com o raiar do dia, sorriem para o horizonte, alinhando trilhos e trilhas.
Abençoai Senhor, os que com coragem e destreza cumprem sua missão.
Ajudai Senhor, a fazer em trilhos e apitos, esse nosso país GIGANTE.
Senhor, meu Deus, dai-lhes ânimo e juízo, para construir o futuro e segurança ao mesmo tempo.
Senhor, meu Deus, protegei e abençoai os filhos dos trilhos de ferro.
Que Deus guarde todos os ferroviários de todo o mundo, de todas as categorias, para seguir sempre em frente. Amém.


Compas quero pedir desculpas por não estar postando frequentemente como nos velhos tempos, como eu e alguns de vocês queríamos, prometo que em 2014 vou tentar me inspirar novamente no assunto Ferrovia!!!

Abraços e Feliz Natal e Prospero Ano Novo a todos Compas Ferroviários ou não!!!

Maquinista Clodoaldo 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Profissão Maquinista!

"Colocando o trem nos trilhos e retomando a minha posição de maquinista!!!"
Maquinista Clodoaldo.


Profissão Maquinista de trens de carga ainda é um sonho de muitas pessoas. Por um lado, há todo romantismo, muitas vezes herdado do pai. Por outro lado, é uma atividade dura, que compreende excesso de carga horária, distância da família e "Principalmente salários modestos". Para completar, os maquinistas muitas vezes viajam sozinhos. 
E cada dia mais as operadoras ferroviárias juntas com "sindicatos" vendidos estão usando está paixão e amor pela profissão, para baixar os salários e vantagens que a categoria levou anos para conseguir. A operadora vermelhiALL juntamente com o SindiferPr conseguiu a proeza na malha sul que um maquinista ganhe menos que um cobrador de ônibus que esta todo dia em casa, não menosprezando os cobradores de ônibus, mais isto é um absurdo!
Sempre achei que a vermelhiALL devido ao seu péssimo trato com o profissional maquinista era uma ótima escola formadora de maquinista para as outras operadoras, mais agora as outras operadoras estão seguindo escola da vermelhiALL, cortando salários e vantagem que o maquinistas levaram anos para conseguir e o pior com consentimentos dos sindicatos.


Citei a profissão maquinista mais, todas as áreas sofrem com a desvalorização da profissão, do profissional e principalmente do ser humano.



"Maquinistas será que o amor pela profissão, vale todo sacrifício e agora baixos salários"?

"Eu escrevo somente para os que sabem pensar, porque estes saberão distinguir os meus trilhos dos seus."