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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

RVPSC - Trilhos e máquinas a serviço das riquezas do Estado do Paraná.

Em comemoração ao aniversário de nossa ferrovia, artigo especial da RVPSC publicado no Observador Econômico e Financeiro edição 216 de 1954, boa viagem....

Maquinista Clodoaldo

Hoje 05 de fevereiro é uma data especial para quem fez e faz parte da história da Estrada de Ferro Curitiba - Paranaguá. Para quem teve o prazer de conhecer ao longo dos anos essa parte da história do nosso Paraná e do nosso país, um marco na nossa história onde contempla no nosso dia a dia com belas paisagens. Aniversário da Ferrovia Curitiba - Paranaguá, 133 ANOS de histórias de idas e vindas de progresso e que todos nós da família ferroviária fizemos ou fazemos parte dessa história.
05/02/1885 -. 05/02/2018  - 133 anos!


 


















Fonte: O Observador Econômico e Financeiro edição de 216 de 1954.
http://bndigital.bn.br





quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A locomotiva da SPR salva da morte.

A função da história é nos tornar atentos aos acontecimentos analisá-los e termos uma noção do que esta se passando. Uma nação cuja história não é valorizada e dada o seu devido valor esta sujeita a se perder no tempo. 

Depois da “Baronesa”, que foi a pioneira das locomotivas brasileiras, pois inaugurou a primeira estrada de ferro do país, em 1854, acredita-se que a locomotiva de n° “15”, da “SPR” Estrada de Ferro Santos a Jundiaí, seja a mais antiga.

Foto extraída do livro Brazilian railroads


Quando de sua importação da Inglaterra, fazendo parte do primeiro lote de locomotivas adquiridas para o início das atividades da ferrovia, então conhecida por “Inglesa”, recebeu o nome de locomotiva “Rio Claro”, e só mais tarde ficou conhecida como “15”, devido ao desaparecimento paulatino de suas demais congêneres. Suas características são as seguintes: classe 4-4-0, fabricada por Sharp Stewart & Co, no ano de 1862; capacidade de tração: 85% (5.180 Kg); pressão de caldeira: 160 libras; diâmetro das rodas guias 838 e moariz 1.549 cilindros: 2 grelhas simples; peso jogo guias 10.920 Kg; aderente 24.540 Kg; freio manual, mais tarde adaptado a vácuo.

Por ocasião do centenário da E.F.S.J., a 16 de fevereiro de 1967, foi realizada uma mostra ferroviária, daí ser apurado que na abertura da linha entre Santos e Jundiaí, 20 locomotivas foram importadas são Elas: “Pioneer” n° “0”, “Interprise” n° “1”, “Santista” n° “2”, “Ipiranga” n° “3”, “Campineira” n° “4”, “Imperador” n° “5”, “Paulista” n° “6”, “Imperatriz” n° “7”, “Princesa Imperial” n° “8”, “Piassaguera” n° “9”, “Jundiaí” n° “10”, “Tietê” n° “11”, “Paranapiacaba” n° “12”, “Brasil” n° “13”, “Piratininga” n° “14”, “Rio Claro” n° “15”, “Limeira” n° “16”, “Rio Grande” n° “17”, “Conde D’Eu” n° “18”, “Juqueri” n° “19” e “Tamanduateí” n° “20”.

Cartão Telefônico - Série: Locomotivas - Locomotiva 15


A locomotiva “Pioneer” foi a primeira a chegar e passou a servir nas manobras, entre o cais e o pátio, da futura estação de Santos, e as demais foram importadas durante a construção da estrada de ferro “SPR”, exceção da “Juqueri” e “Tamanduateí”, que somente chegaram a Santos em 1877. Desse lote, três locomotivas foram atiradas ao mangue pelas fortes enxurradas provenientes das chuvas torrenciais que caíram na época da construção do aterrado de Cubatão, entre 6 e 8 de janeiro de 1863, sabendo-se, porém, que foram recuperadas após exaustivos trabalhos.

A máquina N° 15 foi a primeira locomotiva a percorrer o trecho Santos – Jundiaí.
Fabricada em 1862 pela Sharp Stewart & Co, tracionava o carro do Imperador D. Pedro II. Foto http://www.ribeiraopires.fot.br/

A locomotiva “Rio Claro” n° “15”, é exatamente igual às denominadas “Limeira”, “Rio Grande” e “Conde D’Eu”, e foram utilizadas no serviço de cargas. Não tinha “Tênder”, mas tinha no lugar uma gôndola (carro de roça), tendo movimentado trens de carga e passageiros até a duplicação da linha em 1901, quando então foi transferida para os serviços de manobras, entre Paranapiacaba e Jundiaí. Prestou serviços até a eletrificação da estrada de ferro, em 1951, ou seja, durante 90 anos, e fatalmente seria desmantelada em 1927, juntamente som suas coirmãs “Rio Grande”, “Conde D’EU” e “Juqueri, não fosse a intensificação do tráfego de cargas ter exigido esforço e recuperação, além de cooperação em larga escala de todo o material rodante. Assim é que, após rigoroso exame, as locomotivas já “condenadas” tiveram suas falhas e defeitos corrigidos, voltando à atividade, menos a locomotiva n° 15 que havia sido oculta num barracão, pois ainda não havia cessado a ameaça de ser transformada em sucata. Meses mais tarde, a estrada de ferro passou a receber novas e modernas locomotivas encomendadas da Inglaterra, e as velhas máquinas sofreram a “pena capital”,  enquanto a locomotiva nº 15, deixando seu “esconderijo” passou por novas reformas  e voltou a tráfego ativo, somente sendo “aposentada” a partir da época da eletrificação, em 1951. Com 111 anos de vida, apenas 10 anos mais moça que a Baronesa” (esta construída na Inglaterra em 1852), a locomotiva n° “15”  é hoje um patrimônio inestimável.

Obs: Hoje está Senhora de 153 anos , descansa em maus lençóis no Museu ferroviário "Funicular" em Paranapiacaba.

Artigo de Laís Costa Velho, extraído da revista Correio dos Ferroviários de dezembro de 1973, escrita e artigo igual ao original.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Trem da Lapa nos trilhos dos Tropeiros.


No Brasil, as estradas de ferro aproveitaram os caminhos dos tropeiros. Não havia razões para buscar novos traçados se a intuição dos primeiros já estabelecera as comunicações entre os povoados experimentando sempre a via mais cômoda e segura. No Paraná não foi diferente. A começar pela linha tronco, de Paranaguá a Curitiba, subindo a Serra do Mar pelo caminho do Itupava. Antes mesmo de concluído esse primeiro trecho paranaense a ferrovia já estava projetada para prosseguir pelo interior da província. A estação de Curitiba seria uma estação de passagem... A ideia geral do traçado, inaugurado em 19 de novembro de 1891, consistia em penetrar nos dois maiores polos produtores de erva-mate – Lapa e Rio Negro – e, ao mesmo tempo, em Porto União para chegar aos vapores fluviais da companhia de navegação do Coronel Amazonas Menezes. Na época, a erva mate era o principal produto de exportação da Província. Para se ter uma ideia de sua importância, basta lembrar que a madeira representava apenas algo em torno de 10% do transporte de erva-mate.

A histórica Lapa, a 64 km de Curitiba, nasceu por volta de 1731, às margens da Estrada do Mato, que era um trecho histórico do caminho de Sorocaba (SP) a Viamão (RS). Sua primeira denominação foi Capão Raso. 

Ainda hoje, a cidade preserva sua história,  que tem como um dos marcos a ferrovia. E com origem ligada ao tropeirismo, a Lapa é uma das cidades mais antigas do Estado do Paraná.


Representação do grande combate da estação no cerco da Lapa

A primeira estação ferroviária foi inaugurada em 18 de novembro de 1891, em meio ao palco das sangrentas lutas do Cerco da Lapa, do confronto entre maragatos e as forças republicanas.
Ao tempo da revolução Federalista, a posição da Lapa, como ponta dos trilhos, que ainda não chegavam a Rio Negro mas já alcançavam Palmeira e Curitiba, foi um fator decisivo na movimentação estratégica das tropas revolucionárias e legalistas.

Carregamento de madeiras na estação da Lapa.

A Lapa ganhou sua primeira estação ferroviária em 18 de novembro de 1891, uma edificação de madeira. Depois veio a Estação Engenheiro Bley, em 18 de fevereiro de 1914. Na década de 50 ocorreu uma série de modernizações com a instalação no final de 1949 da Rio da Várzea, em 1950 a da Lavrinha e, em 1952, a construção da nova Estação de Lapa, então em alvenaria.

Chegada de um trem de passageiros, na estação da Lapa ainda de madeiras.

Atual estação da Lapa em alvenaria.

...A memória é necessária para solidificar nossa cultura...


Bons tempos eram os de viagem de trem!

O precursor do movimento pró turismo férreo foi um projeto lançado em 1984, em Brasília, durante Congresso Nacional da Abav (Associação Brasileira de Agência de Viagem). O projeto previa, entre outros trajetos, uma viagem de Maria-Fumaça de Curitiba a Lapa, com duas e três saída por mês. O passeio turístico que começou a ser operado em fevereiro de 1986, foi considerado o melhor receptivo no sul do Brasil, tendo levado a histórica cidade mais de dois mil turistas.


Fotos da 1ª tentativa:



Primeira conversa de Márcio Assad com o então Presidente da RFFSA Osiris Stenguel Guimarães.



Viagem de teste com a  Locomotiva 157.

Partida de Curitiba autoridades no vagão de luxo (1986).


Trem partindo da antiga estação ferroviária de Curitiba.

Trem na estação da Lapa no dia da inauguração.

Estação da Lapa em dia de chegada da Maria Fumaça, era uma festa.

A segunda tentativa, também de sucesso, ocorreu em 1999, quando depois de oito anos sem percorrer os trilhos ferroviários do Paraná, Maria Fumaça, construída em 1941, voltava à ativa. O trajeto entre Curitiba e Lapa, elaborado pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária - Regional Paraná -marcava as comemorações no dia 13 de junho do aniversário da Lapa.

Foto da 2ª tentativa:

Passeio em 1999 em parceria com ABPF SC.

E se na primeira e na segunda vez não deu certo?


Vamos tentar a terceira,... agora, "O Trem da Lapa nos trilhos dos Tropeiros."

Porque nós Paranaenses não desistimos nunca.


Fontes:

http://www.parana-online.com.br/
http://biotavares.blogspot.com.br/
http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/


terça-feira, 22 de julho de 2014

A HISTÓRIA DAS FERROVIAS ATRAVÉS DOS SELOS!

Publicação comemorativa dos 21 anos (1957 - 1978) da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), em convênio com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

É praticamente um catálogo com legendas indicativos de cada selo — do Brasil e do mundo — com um pequeno texto sobre a história das ferrovias, locomotivas, metrôs etc., em cada uma das 19 páginas dedicadas ao assunto.

 Verdadeira raridade, 10 anos mais tarde o próprio autor acabou ficando sem um exemplar. Por: Benício Guimarães, ECT/RFFSA em  1978
Pena que a Capa não consegui escanear porque estava muito suja!!!