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domingo, 4 de junho de 2017

O mapa completo de nossa ferrovia RVPSC.

Conheça o mapa completo de nossa ferrovia, RVPSC que atravessa os Estados do Paraná e de Santa Catarina, promovendo a ligação com Rio Grande do Sul e São Paulo.
Digitalizado da revista Correio dos Ferroviários da RFFSA - RVPSC de 1969!



...O Olho é um teatro por dentro.
 
E às vezes, sejam atores, sejam cenas,
e às vezes, sejam imagens, sejam ausências,
formam, no Olho, lágrimas.

Mapa de anatomia: o Olho
Autora: Cecília Meireles



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Aniversario RFFSA - Rede Ferroviária Federal S. A.

Hoje a RFFSA - Rede Ferroviária Federal S. A. completaria 59 anos. Polêmica, deficitária, motivo de uso político por todos os governos que a controlaram, fechou 40% de trilhos e ramais Brasil afora quando foi criada, mas ainda assim, gostávamos dela, e hoje faz falta no cenário caótico que se encontram as ferrovias brasileiras.
Fica minha homenagem com uma foto de um trem no Km 247 da #Ferroeste, quando em acordo entre Ferroeste e RFFSA, a rede operava os trens, final de 1996!

(RFFSA - 30 de setembro de 1957)

Trecho da Ferroeste em Guaraniaçu, Paraná foto do Compa Andre Consentino

Hoje na linha do tempo da Ferroeste é um dia importante, em 30/09/1994 foi concluída as obras de terraplanagem da Ferroeste.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A ESTAÇÃO ARAUCÁRIA.

A lembrança da infância é o único sonho real que nos resta na fase madura da vida, os demais são infelizmente meras utopias. Maquinista Clodoaldo

A antiga estação ferroviária que era de madeira foi consumida por um incêndio em Outubro de 1961, deixando um saldo trágico com a morte do agente Sr. Ladi Azevedo.
A estação de madeira que pegou fogo em Outubro de 1961.

Já em 1962 foi construído em alvenaria um prédio para a estação e uma casa para ser a residência do novo agente. Veio para chefiar esta unidade da RVPRSC o Sr. Cornélio Kaminski que também desempenhou a função de agente nas estações ferroviárias de Rio da Várzea, Nova Restinga, Desvio Ribas e Engenheiro Lange. 

No centro da foto o Sr. Cornélio Kaminski, à sua direita Sr. Jofre de Andrade
e à sua esquerda o Sr. João Guimarães que depois de aposentado ele fez as
cobranças da Sociedade Operaria e do Clube União Araucariense.
Foto do acervo de Moacir Kaminski.

Nesta época o Município de Araucária possuía quatro estações férreas que servia para embarque e desembarque de passageiros e carga e descarga de mercadorias, a primeira era situada no Bairro Estação, segunda na localidade de Passauna,  a terceira no Distrito de Guajuvira e a outra na localidade de General Lúcio. Além do agente Cornélio, faziam parte da equipe que atuava na Estação de Araucária os telegrafistas Carlos de Lima, Ernesto Lemos e João Guimarães, como manobristas e guardas chaves Jofre de Andrade, José de Andrade, José Perini e Cristiano Rodrigues.  A equipe que fazia a manutenção do trajeto da linha que pertencia à Araucária, chamada de turmeiros era chefiada pelo Mestre de Linhas SR Joaquim de Oliveira Godoy. A partir de 1975 toda esta malha ferroviária passou a pertencer a RFFSA. Em 1977 a nova estação foi desativada e demolida, o leito da linha deu lugar a uma parte da rodovia PR 423 que liga Araucária a Campo Largo e outras duas foram construídas no novo traçado da linha que desviou o Bairro Estação. A primeira delas foi construída para servir apenas como embarque e desembarque de passageiros, mas isso nunca aconteceu apesar de uma tentativa de criar um passeio com locomotiva “Maria Fumaça” entre Araucária e a cidade da Lapa, a segunda que serve como terminal de manobras e para cargas e descargas foi construída no Jardim Itaipu e hoje abriga uma grande quantidade de vagões e pertence à RUMO.

No centro da foto, de gravata, está o Sr Ernesto Lemos um dos telegrafistas da
estação. Os demais da D para E (do Ernesto) : Irineu e Aloísio Trzeciak, Dionísio Baja,
Lídio Esmanhoto, Ademar Surek,, Luiz Madureira, João Manuel Kaminski e
um garoto que eu não consegui identificar.
Foto do acervo de Moacir Kaminski.

A estação sempre foi um ponto de encontro da moçada do bairro. Nesta, em pé Cadorin,
Dionísio Baja com a mão na cintura. Sentados: E para D : Luiz Elirio Baja, Rogério Jasiocha
e Moacir Kaminski.
Foto: acervo de Moacir Kaminski.

Na foto: Sr Jofre de Andrade, ocasião que ele estava trabalhando na estação
da cidade de Rio Negro, PR.
Foto: acervo de Eliseu de Andrade.

Estação do Passauna, também funcionou somente até 1977.
Foto: Acervo da ABPF do PR.

Estação de Guajuvira numa época de enchente do Rio Iguaçu.
Foto: acervo de Estevão Wagner II.

Estação construída no bairro Chapada, em 1977, para atender embarque e desembarque
de passageiros, mas isso nunca ocorreu. Ela foi edificada nas margens da Rod.
do Xisto. Foto Luiz H. Bassetti 

O patio da atual estação de manobras em Araucária "LAR", Bairro Itaipu, hoje pertence
à Rumo. Foto Luiz H. Bassetti

Fonte http://rjasiocha.blogspot.com.br/

Histórias do meu Bornal

Por 


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Profissão Maquinista!

"Colocando o trem nos trilhos e retomando a minha posição de maquinista!!!"
Maquinista Clodoaldo.


Profissão Maquinista de trens de carga ainda é um sonho de muitas pessoas. Por um lado, há todo romantismo, muitas vezes herdado do pai. Por outro lado, é uma atividade dura, que compreende excesso de carga horária, distância da família e "Principalmente salários modestos". Para completar, os maquinistas muitas vezes viajam sozinhos. 
E cada dia mais as operadoras ferroviárias juntas com "sindicatos" vendidos estão usando está paixão e amor pela profissão, para baixar os salários e vantagens que a categoria levou anos para conseguir. A operadora vermelhiALL juntamente com o SindiferPr conseguiu a proeza na malha sul que um maquinista ganhe menos que um cobrador de ônibus que esta todo dia em casa, não menosprezando os cobradores de ônibus, mais isto é um absurdo!
Sempre achei que a vermelhiALL devido ao seu péssimo trato com o profissional maquinista era uma ótima escola formadora de maquinista para as outras operadoras, mais agora as outras operadoras estão seguindo escola da vermelhiALL, cortando salários e vantagem que o maquinistas levaram anos para conseguir e o pior com consentimentos dos sindicatos.


Citei a profissão maquinista mais, todas as áreas sofrem com a desvalorização da profissão, do profissional e principalmente do ser humano.



"Maquinistas será que o amor pela profissão, vale todo sacrifício e agora baixos salários"?

"Eu escrevo somente para os que sabem pensar, porque estes saberão distinguir os meus trilhos dos seus."

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sobre trilhos e trens.

Crônicas de uma paulista recém-chegada no sul do Paraná.

Trabalhadores lançando terra e saibro em cima de Vagões-prancha para a construção de aterros na implantação da ferrovia do Contestado. Imagem presente no livro Revelando o Contestado: imagens  do sueco Claro Jansson (1877-1954)

No balanço ritmado do vagão escrevo na ânsia da minha estação chegar. Da janela vejo a plataforma, passageiros embarcando e desembarcando sonhos de felicidade. Entre as paralelas de aço, os sacrifícios de centenas de trabalhadores que, desafiando a geografia e as epidemias em meio à floresta, pagaram com a própria vida os custos da modernidade. Em meio às ruínas e restos do passado, sobrevivendo ao esquecimento, ouço o apito do trem quebrar o silêncio das paisagens mais solitárias, desbravando a bandeira e encurtando distâncias.

O trem acelerou o processo de desmatamento doClaro JanssonAlém dos 15 quilômetros de terras de cada lado da ferrovia, que a Lumber ganhou do governo, comprou ainda uma área de 180 mil hectares de terra para cortar a madeira. Uma área, em termos de comparação, equivalente ao Parque Nacional do Iguaçu. Imagem presente no livro Revelando o Contestado: imagens do  sueco Claro Jansson (1877-1954)

O traçado dos trilhos invade a mata de araucárias do Vale do Iguaçu, alcança vilarejos e revela, em tons de sépia, um generoso legado de ferro, progresso e integração nacional. Por aqui o surgimento dos trens representou grande impacto econômico e alterou definitivamente os costumes de uma sociedade que até então se utilizava das embarcações a vapor para transportar pessoas, grandes mercadorias e animais.

Estação União.

A construção da antiga estrada de ferro São Paulo - Rio Grande – que fazia a ligação entre Itararé (SP) e Marcelino Ramos (RS) – marcou a era dos tempos modernos na região. O ano era 1905 e as cidades gêmeas ainda formavam um único povoado denominado Porto União da Vitória. Comerciantes locais viram com entusiasmo a extração de pinheiros ganharem impulso e o número de serrarias aumentarem significativamente. Para acompanhar o movimento apressado dos vagões, uma rede de serviços – hotéis, pousadas, restaurantes – ganhou vida para atender aos passageiros e à nova classe de trabalhadores, os ferroviários.

ESPECIAL CADERNO CONTESTADO 100 ANOS – EMBARGADO – NACIONAL – Reproducao de foto do Contestado, do arquivo do exercito no Rio de Janeiro. FOTO: CELSO JUNIOR/AE

Os trilhos da São Paulo - Rio Grande – que hoje separam União da Vitória e Porto União – também foi o cenário da sangrenta Guerra do Contestado (1912 – 1916), que marcou a luta entre paranaenses e catarinenses por limites territoriais. Na ocasião, os trens foram muito utilizados como meio de transporte dos militares, e as estações se transformaram em pontos estratégicos das tropas em ação.

Obra - Conflitos do Contestado de Nita Dircksen: A artista acredita ser necessário manter viva a memória da guerra. "É importante que as pessoas possam conhecer, estudar e formar suas opiniões pessoais sobre essa guerra que continua sendo confusa até para os historiadores".


Cobertas por capim ou preservadas por moradores conscientes da importância do passado, as ferrovias, que tanto ajudaram a construir a história do sul do Brasil, se transformaram em cartão postal para turistas e hoje representam um dos maiores símbolos regionais, ao lado do vinho, churrasco e chimarrão.

Por :

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Estação de Jataizinho - Paraná.

Expedições ferroviárias de Carlos Latuff.
Esta é de 25 de outubro de 2008
Obs: O ramal está ativo ainda, passa 3 trens por dia de cada lado.


Estação de um Grande Monopólio em Jataizinho - Pr.


Ao me aproximar desta estação, localizada no município de Jataizinho, cidade próxima à Londrina-Paraná, me deparei com uma situação inédita em todos meus anos de expedições ferroviárias.


Havia alí uma cadela, de nome "Dolly", mantida numa corrente que deslizava por um arame preso ao piso da plataforma, que permitia ao animal caminhar de um extremo a outro da estação. Dolly era mantida alí afim de impedir que materiais e equipamentos de manutenção da via permamente fossem roubados. Ferroviários com quem conversei me alertaram para não confiar na aparente docilidade do bicho.


Uma forma do Grande Monopólio das ferrovias no Paraná, concessionária de transporte ferroviário que opera aquele trecho, de economizar alguns tostões com agentes de segurança. Afinal de contas, o que seria melhor para uma empresa privada do que um funcionário que não reclama das condições de trabalhonão reivindica direitos trabalhistas e ainda recebe ração como salário?

Por: CARLOS LATUFF


terça-feira, 26 de julho de 2011

Ferroeste, Monopólios e o Paraná!

P.S.:


O Paraná precisa construir 1000 km de novas linhas o que daria uns 3 bilhões de reais de investimentos. De Curitiba a Paranaguá, trecho de piores condições para execução da obra, investimento em torno de 500 milhões para fazer os 105 km necessários.

O custo do transporte por ferrovia é da ordem de 30 % menor. Se a ferrovia for pública o repasse do desconto no frete deve ser próximo disso. Distância de Cascavel à Paranaguá - 740 km.
O pedágio rodoviário foi incorporado na planilha do frete ferroviário assim que foram inaugurados. A participação do modal ferroviário na movimentação total das cargas da APPA deve estar na ordem de apenas 30 %.




Há alguns anos o Brasil decidiu privatizar suas concessionárias e estatais em geral (siderúrgicas após um enorme investimento para modernizá-las, por exemplo). O processo foi confuso e alguns geraram escândalos monumentais. Ficamos com pedágios absurdos, menos linhas férreas em operação, serviços precários e apagões. Alguém poderá e será justo dizer: estaríamos melhor em ambiente estatal?...e pessoas nem sempre recomendáveis em cargos importantíssimos levam-nos a pensar: o que será menos ruim?

De qualquer forma algumas estatais foram salvas do turbilhão privatizante, dando-nos a esperança de que tenham sensibilidade total aos interesses do maior acionista delas, o povo que as controla.

O nosso estado é um bom exemplo de tudo o que pode acontecer de bom e de ruim em qualquer cenário.

No Paraná a RFFSA tinha a sua melhor regional, isso não impediu que o Governo federal a privatizasse de uma forma estranha, pois, parece-nos que assim lemos, o patrimônio continua da União e o material operacional, rodante, e alguns imóveis passaram para a ALL, pois o material operacional, rodante, e imóveis foram apenas arrendados por 30 anos. Como fica a manutenção?


Nessa lógica "FernanDina" de privatização o Banco Mundial investiu U$ 240 milhões na ferrovia, antes da privatização da Regional Curitiba, deixando as concessionárias usufruírem da modernização...


Os paranaenses sentiram toda a violência do novo modelo com a necessidade de pagar pedágios absurdos, perdendo os serviços da RFFSA e mantendo mal seu porto em Paranaguá. Ou seja, o lado ruim de tudo.


O debate volta aos poucos em torno da Ferroeste. Qual é a situação real dessa empresa estatal? Pode investir, melhorar seus serviços? O que foi feito nas gestões anteriores e atual de bom ou mal? Parece que enquanto isso os produtores de soja deixam de ganhar um dólar por saca de soja se ela fosse trazida do oeste do estado para o litoral em composições ferroviárias. Qual é a produção exportada? Isso significa quanto de perdas? O IBGE prevê uma safra em torno de 13 milhões de toneladas de soja no Paraná (sacas de 60 kg), fora outros cereais, ou seja, admitindo que 70% seja exportado só por aí o estado onera o produtor em 150 milhões de dólares por ano....

...Vemos o tempo passando e, aliás, em ferrovias podemos nos orgulhar de atos distantes e erros incríveis, que inviabilizaram o projeto de meio século atrás para o novo trecho entre Curitiba e Paranaguá (executado parcialmente). De 1995 para cá, contudo, a história ficou travada ou regredindo.

Discussões exotéricas podem voltar. Podemos alugar trilhos? Vamos mudar o modelo institucional? O drama é a perda de nossos trabalhadores rurais (empresários e operários) que todo ano deixam de ganhar recursos para novos investimentos ou, entre outras coisas, simples lazer porque gastam demais com o transporte do que produzem.
Vale sempre a provocação: se para um mês de Copa do Mundo de 2014 vale tanto esforço, por quê não pensarmos mais e melhor sobre a infraestrutura estadual?...
 ...O Paraná perdeu muito esperando soluções propostas e até iniciadas (inconclusas) há décadas. Da duplicação da rodovia para São Paulo ao programa de transportes ferroviários, estamos comendo poeira de muitos estados mais hábeis política e administrativamente.

Acorda Paraná! #Ferrovias já!
Por: Eng. João Carlos Cascaes
Ex-Presidente da COPEL-PR