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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Aniversario RFFSA - Rede Ferroviária Federal S. A.

Hoje a RFFSA - Rede Ferroviária Federal S. A. completaria 59 anos. Polêmica, deficitária, motivo de uso político por todos os governos que a controlaram, fechou 40% de trilhos e ramais Brasil afora quando foi criada, mas ainda assim, gostávamos dela, e hoje faz falta no cenário caótico que se encontram as ferrovias brasileiras.
Fica minha homenagem com uma foto de um trem no Km 247 da #Ferroeste, quando em acordo entre Ferroeste e RFFSA, a rede operava os trens, final de 1996!

(RFFSA - 30 de setembro de 1957)

Trecho da Ferroeste em Guaraniaçu, Paraná foto do Compa Andre Consentino

Hoje na linha do tempo da Ferroeste é um dia importante, em 30/09/1994 foi concluída as obras de terraplanagem da Ferroeste.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

30 de abril dia do Ferroviário!


O Dia do Ferroviário que hoje comemoramos, tem motivos de sobra para nos orgulharmos do passado e ousarmos no presente.


Abandonadas num passado recente, as estradas de ferro subsistiram através da obstinação, do esforço e da dedicação dos ferroviários apaixonados pela ferrovia.





Há 161 anos que o Ferroviário é antes de tudo um Forte.



A atividade ferroviária tem sido fundamental para o desenvolvimento econômico e estrutural de diversas regiões do país e do mundo. Seja no transporte de cargas ou passageiros, as ferrovias têm, até hoje, destaque como forma segura e de melhor custo/benefício em relação a outros modais.

Quando se fala em ferroviários, fala-se de peças importantes na história desse modal. A atividade ferroviária exige comprometimento, aperfeiçoamento e vocação. Mas, quem entra neste setor permanece por um bom tempo e a paixão por ser ferroviário atravessa gerações.



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

20 de outubro dia do Maquinista!!!

A ferrovia é uma poesia, por isso o dia do Maquinista é no mesmo dia do Poeta!!!

Parabéns a todos os meus companheiros de profissão, seja MRS, ABPF, ALL, VL!, CPTM, VALE, FTC, ECT...!!!! 
Orgulho de levar nas costas uma boa parte da economia desse país....


Hoje é dia de Homens e Mulheres de Ferro!
É dia de Maquinista Ferroviário.
Desejo à todos nós, Saúde, força, coragem, prosperidade, vida longa e muito amor pelo que é ser maquinista ferroviário.

Quem é, sempre será... é amor que contagia, é noites sem dormir, é fim de semana que se quer ter e nem sempre é possível, é vida que corre nas veias, misturado com minério e carga geral... é amor além das montanhas e ao nível do mar, é das meninas guerreiras e corajosas que resolveram mostrar que elas também podem ser, e brilhantemente têm mostrado isso.
Nas grandes composições, pequenas meninas e grandes maquinistas.
É bem bom. Para quem acha que é fácil...se achegue... venha ver!
Abraço à todos, de todas as épocas... do Vapor às de Grandes Tecnologias...
Grandes foram meus mestres nesta arte de conduzir pequenos e gigantescos trens de ferro.

Texto colado do Mestre Marcus Cordeiro e Maquinista Márcio Chagas




terça-feira, 2 de agosto de 2011

Estação de Jataizinho - Paraná.

Expedições ferroviárias de Carlos Latuff.
Esta é de 25 de outubro de 2008
Obs: O ramal está ativo ainda, passa 3 trens por dia de cada lado.


Estação de um Grande Monopólio em Jataizinho - Pr.


Ao me aproximar desta estação, localizada no município de Jataizinho, cidade próxima à Londrina-Paraná, me deparei com uma situação inédita em todos meus anos de expedições ferroviárias.


Havia alí uma cadela, de nome "Dolly", mantida numa corrente que deslizava por um arame preso ao piso da plataforma, que permitia ao animal caminhar de um extremo a outro da estação. Dolly era mantida alí afim de impedir que materiais e equipamentos de manutenção da via permamente fossem roubados. Ferroviários com quem conversei me alertaram para não confiar na aparente docilidade do bicho.


Uma forma do Grande Monopólio das ferrovias no Paraná, concessionária de transporte ferroviário que opera aquele trecho, de economizar alguns tostões com agentes de segurança. Afinal de contas, o que seria melhor para uma empresa privada do que um funcionário que não reclama das condições de trabalhonão reivindica direitos trabalhistas e ainda recebe ração como salário?

Por: CARLOS LATUFF


terça-feira, 26 de julho de 2011

Ferroeste, Monopólios e o Paraná!

P.S.:


O Paraná precisa construir 1000 km de novas linhas o que daria uns 3 bilhões de reais de investimentos. De Curitiba a Paranaguá, trecho de piores condições para execução da obra, investimento em torno de 500 milhões para fazer os 105 km necessários.

O custo do transporte por ferrovia é da ordem de 30 % menor. Se a ferrovia for pública o repasse do desconto no frete deve ser próximo disso. Distância de Cascavel à Paranaguá - 740 km.
O pedágio rodoviário foi incorporado na planilha do frete ferroviário assim que foram inaugurados. A participação do modal ferroviário na movimentação total das cargas da APPA deve estar na ordem de apenas 30 %.




Há alguns anos o Brasil decidiu privatizar suas concessionárias e estatais em geral (siderúrgicas após um enorme investimento para modernizá-las, por exemplo). O processo foi confuso e alguns geraram escândalos monumentais. Ficamos com pedágios absurdos, menos linhas férreas em operação, serviços precários e apagões. Alguém poderá e será justo dizer: estaríamos melhor em ambiente estatal?...e pessoas nem sempre recomendáveis em cargos importantíssimos levam-nos a pensar: o que será menos ruim?

De qualquer forma algumas estatais foram salvas do turbilhão privatizante, dando-nos a esperança de que tenham sensibilidade total aos interesses do maior acionista delas, o povo que as controla.

O nosso estado é um bom exemplo de tudo o que pode acontecer de bom e de ruim em qualquer cenário.

No Paraná a RFFSA tinha a sua melhor regional, isso não impediu que o Governo federal a privatizasse de uma forma estranha, pois, parece-nos que assim lemos, o patrimônio continua da União e o material operacional, rodante, e alguns imóveis passaram para a ALL, pois o material operacional, rodante, e imóveis foram apenas arrendados por 30 anos. Como fica a manutenção?


Nessa lógica "FernanDina" de privatização o Banco Mundial investiu U$ 240 milhões na ferrovia, antes da privatização da Regional Curitiba, deixando as concessionárias usufruírem da modernização...


Os paranaenses sentiram toda a violência do novo modelo com a necessidade de pagar pedágios absurdos, perdendo os serviços da RFFSA e mantendo mal seu porto em Paranaguá. Ou seja, o lado ruim de tudo.


O debate volta aos poucos em torno da Ferroeste. Qual é a situação real dessa empresa estatal? Pode investir, melhorar seus serviços? O que foi feito nas gestões anteriores e atual de bom ou mal? Parece que enquanto isso os produtores de soja deixam de ganhar um dólar por saca de soja se ela fosse trazida do oeste do estado para o litoral em composições ferroviárias. Qual é a produção exportada? Isso significa quanto de perdas? O IBGE prevê uma safra em torno de 13 milhões de toneladas de soja no Paraná (sacas de 60 kg), fora outros cereais, ou seja, admitindo que 70% seja exportado só por aí o estado onera o produtor em 150 milhões de dólares por ano....

...Vemos o tempo passando e, aliás, em ferrovias podemos nos orgulhar de atos distantes e erros incríveis, que inviabilizaram o projeto de meio século atrás para o novo trecho entre Curitiba e Paranaguá (executado parcialmente). De 1995 para cá, contudo, a história ficou travada ou regredindo.

Discussões exotéricas podem voltar. Podemos alugar trilhos? Vamos mudar o modelo institucional? O drama é a perda de nossos trabalhadores rurais (empresários e operários) que todo ano deixam de ganhar recursos para novos investimentos ou, entre outras coisas, simples lazer porque gastam demais com o transporte do que produzem.
Vale sempre a provocação: se para um mês de Copa do Mundo de 2014 vale tanto esforço, por quê não pensarmos mais e melhor sobre a infraestrutura estadual?...
 ...O Paraná perdeu muito esperando soluções propostas e até iniciadas (inconclusas) há décadas. Da duplicação da rodovia para São Paulo ao programa de transportes ferroviários, estamos comendo poeira de muitos estados mais hábeis política e administrativamente.

Acorda Paraná! #Ferrovias já!
Por: Eng. João Carlos Cascaes
Ex-Presidente da COPEL-PR